14 junho, 2010

Tristeza : LES (Lupus Eritematoso sistémico)

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Borboleta que não voa,
Incerteza e desilusão.
Vaguear num mundo à toa,
Entre a dor e a solidão.
E nesses dias passados,
(Criança por Deus magoada!)
Viste o teu mundo ser mudado.
Instalaram-se em ti as trevas,
Amaldiçoas a luz que te fere
E odeias a vida que levas!
Clamas aos céus por justiça,
Buscando uma força divina.
O mundo perdeu-te nas voltas
E fez a poetisa, ainda menina
Para cantar tamanha revolta.
“Porquê eu? Porquê vocês?”
Pergunto a minh’alma dolorida,
Tentando manter a lucidez.
São tantas as portas que nos fecham,
Sem aviso prévio, nem motivo.
Quase como flechas que atravessam
Um pássaro que tomba, ferido.
Resta-nos somente a fé inabalável,
De Anjos de Luz, por nós velando.
Operando milagres no impensável,
Nos hospitais, as dores acalentando.
Sou menina mulher, louca e incompleta,
Que já não sente vontade de sonhar.
Lúpus: tens asas de borboleta,
Mas nunca me fizeste voar...

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=12172#ixzz0qrVJ0kj



2 comentários:

  1. Nossa...que poema lindo e triste...

    muito bom...muito bom mesmo..
    se esta sua dor for real, eu desejo que um anjo te liberte dela para que teu sorriso aflore dentro a noite da tua vida.

    H.C de Souza

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  2. Sinto sua dor...Também quero libertação...

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