29 agosto, 2011

Vacinação em Pacientes Imunossuprimidos e com Doenças Reumatológicas Auto-Imune


A vacinação é uma das formas de prevenção para doenças infecciosas.
Pacientes com doenças reumatológicas apresentam uma maior
prevalência de doenças infecciosas quando comparados com a
população em geral, seja devido à deficiência imune da doença
de base ou pelo uso de terapia imunossupressora. Portanto, a
vacinação é uma medida eficaz para a redução da morbidade e
mortalidade nesses pacientes.. De um modo geral, as
vacinas de bactérias e vírus mortos são seguras em pacientes com
doenças reumatológicas, mesmo em uso de terapias imunossupressoras.
A vacinação é eficaz para a grande maioria dos pacientes,
sendo que uma pequena parcela destes não apresentam resposta
imunológica satisfatória pós-imunização. Vacinas com bactérias ou
vírus vivos atenuados são, em geral, contra-indicadas em pacientes
imunossuprimidos

Autores:
Karine Rodrigues da Luz , Deborah Colucci Cavalcante de Souza, Rozana Mesquita Ciconelli
http://www.scielo.br/pdf/rbr/v47n2/05.pdf

Faz mal misturar remédios com álcool?


  • Esta é a pergunta que não quer calar..minha mãe se retou um dia desses pq eu perguntei ao meu reumatologista se eu podia beber...Eu perguntei msm!Pq perguntar não ofende..e ja que no momento atual do meu tratamento eu tô tomando alguns muitos remédinhos eu tava louca pra saber..Achei esse texto da SuperInteressante bem legal..e é mais ou menos isso que meu médico explicou-me...espero que gostem e tomem cuidando antes de tomar seu porrezinho...
  • Texto Nina Weingrill

O assunto é polêmico até entre os médicos. Isso porque as conseqüências dessas interações dependem de vários fatores, como a composição do medicamento, o organismo de cada pessoa e o número de copos que ela está acostumada a entornar. “A definição de consumo moderado de álcool é complicada – e, muitas vezes, o paciente estabelece um padrão acima daquele que seria razoável para ele”, afirma o farmacólogo João Ernesto Carvalho, da Unicamp. Assim, a maioria dos médicos aconselha a evitar totalmente o ál­cool. Na dúvida, é melhor obedecer.
Quando uma pessoa bebe, ela metaboliza o etanol usando enzimas que o fígado produz. Só que essas enzimas também servem para metabolizar algumas drogas. Se entrar um remédio no meio da história, o organismo vai ser sobrecarregado e pode não dar conta do serviço. Assim, o efeito da droga é reduzido ou até anulado. Para piorar, isso também maltrata em dobro o pobre do fígado.
Muitos medicamentos também são eliminados pela urina. O álcool e o excesso de líquidos – dois elementos-chave de uma cervejada, por exemplo – têm efeito diurético e, portanto, podem acelerar a excreção dessas substâncias.
O risco maior é quando goró e remédio interagem no paciente-bebum. O grande perigo mora naquelas drogas usadas para tratar problemas neurológicos e psiquiátricos. O álcool potencializa o efeito delas, em vez de anulá-lo.
Antibióticos: Usados para tratar doenças infecciosas.
Mistura: O álcool diminui a atividade do remédio e pode piorar a doença infecciosa. Em alguns casos, a bactéria se torna resistente ao antibiótico. Além disso, a mistura pode causar náusea, vômito, dor de cabeça e, em casos graves, convulsão.
Antidepressivos: Usados no tratamento de depressão.
Mistura: Com o álcool, o efeito do sedativo é maior, deixando a pessoa inabilitada para conduzir um veículo, por exemplo. Em alguns casos, a mistura pode aumentar a pressão sanguínea.
Insulina: Ajuda a diminuir o nível de açúcar em pacientes com diabetes.
Mistura: Produz hipoglicemia, podendo cortar por completo o efeito da insulina e causar náusea e dores de cabeça.
Tylenol (paracetamol): Analgésico, usado para aliviar dores, principalmente dor de cabeça.
Mistura: Pode, nos casos mais graves, danificar o fígado (tanto a droga quanto o álcool são metabolizados lá). A mistura com a Aspirina (ácido acetilsalicílico), outro analgésico bastante popular, pode causar gastrites e, em casos extremos, hemorragia estomacal.