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05 março, 2014

Sobre Dietas no lúpus:



 Não há evidência científica de que os alimentos
possam influenciar o desencadeamento ou a evolução
da doença. Recomenda-se a adoção de dieta
balanceada, evitando-se excessos de sal, carboidratos
e lipídios gorduras). A diminuição de vitamina D pode ocorrer com
a fotoproteção (falta de exposição ao sol) e o uso de antimaláricos (como a cloroquina, hidroxicloroquina), e também nos quadros renais. A suplementação
da vitamina D deve ser considerada em todos os
pacientes. Converse com seu médico se você ainda não faz suplementação de vitamina D!!!!

Extraído de: http://pt.scribd.com/doc/71423544/Consenso-de-Lupus-Eritematoso-Sistemico

10 janeiro, 2014

Atenção é hora de redobrar os a proteção com o sol!

Incidência de raios ultravioleta atinge níveis perigosos para saúde no Brasil

Radiação será ainda mais intensa em parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Apenas 30% dos brasileiros se protegem do sol.


Poucas nuvens no céu do Brasil. E o problema não é só o calorão. A incidência dos raios ultravioleta (UV), perigosa para saúde, está altíssima.
Que o sol está forte, o Brasil inteiro já percebeu. O sol deste verão está fazendo a temperatura bater recordes. É gente derretendo para todo lado. “Esse calor está terrível”, afirma um pedestre.
Se você está sofrendo com o sol forte, está sentindo que ele está queimando muito, pode se preparar porque vai piorar. De acordo com os meteorologistas, nestes próximos dias, a radiação dos raios ultravioleta sobre várias regiões do Brasil vai aumentar.
A radiação será ainda mais intensa em parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “Ela vai aumentar um pouco, mas não é apenas porque é início do verão, mas também porque a gente vai ter locais em que vai ter pouca nebulosidade”, explica a meteorologista Samanta Martins, do IAG-USP.
Há dois tipos de raios ultravioleta: o UV-A, que penetra mais fundo na pele, altera o funcionamento das células e pode provocar câncer, e o UV-B, que atinge só a superfície da pele, mas é o mais perigoso porque é mais cancerígeno.
A dermatologista Selma Cernea alerta que, seja qual for o tipo e a cor da pele, todos têm que se proteger. “Neste período, eu sempre recomendo que se use filtro solar todos os dias, mesmo em dias nublados, porque mesmo em dias nublados nós recebemos radiação”, sugere.
No Brasil, surgem todo ano 120 mil novos casos de câncer de pele. Apenas 30% dos brasileiros se protegem do sol.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia uma  manifestação muito característica no Lúpus é o que se chama de fotossensibilidade, que nada mais é do que o desenvolvimento de uma sensibilidade desproporcional à luz solar. Neste caso, com apenas um pouco de exposição à claridade ou ao sol, podem surgir tanto machas na pele como sintomas gerais (cansaço) ou febre. Pessoas com Lúpus independentemente de apresentarem ou não manchas na pele, devem adotar medidas de proteção contra a irradiação solar, evitando ao máximo expor-se à “claridade”, além de evitar a “luz do sol” diretamente na pele, pois além de provocarem lesões cutâneas, também podem causar agravamento da inflamação em órgãos internos como os rins.
Fontes:








31 dezembro, 2013

Sonhar é preciso! Feliz 2014!

Estamos vivendo as últimas horas de 2013. Eu, particularmente nunca pensei em viver este ano. Por muitas vezes, especialmente em momentos de crises em decorrência do Lúpus eu acreditei que nunca viveria até os 28 anos de idade, nunca me formaria em Psicologia, nunca visitaria tantos lugares maravilhosos ou conheceria tantas pessoas excepcionais. Mas eis me aqui, viva, ha 4 anos sem crises, coordenando um Projeto que tem auxiliado dezenas de pessoas com lúpus na cidade de Juazeiro Bahia, Psicóloga formada por uma Universidade Federal e sonhando cada dia mais.
Tudo isso compartilho aqui hoje, neste último dia de 2013, para dizer-lhe que é possível sonhar, acreditar, desejar...
Que em 2014 nada possa parar os seus pés, nenhum diagnóstico, nenhum outro obstáculo. Pois tudo é possível ao que crer e nós somos do tamanho dos nossos sonhos!


28 outubro, 2013

Para o sertão virar mar


Confiram:
fabianaNo último dia 18 a Universidade Federal do Vale do São Francisco em Petrolina Pe completou 9 anos de atuação na região. No dia seguinte eu, Fabiana Bezerra, negra, periférica, filha de um pintor e uma técnica de enfermagem, ex-aluna do Colégio Estadual Rui Barbosa, ex-aluna de um cursinho pré-vestibular ofertado pela Prefeitura Municipal de Juazeiro, na época, com diagnóstico de Lúpus a 13 anos conclui o curso de Psicologia nesta Universidade, contrariando todas as expectativas sociais.
Hoje sou psicóloga formada por uma Universidade na minha terra-natal e tenho um sonho: um sonho de que mais alunas e alunos negros, oriundos de escolas públicas do sertão e do resto do Brasil, possam bradar neste palco como eu! Que mais jovens negros saiam da Univasf com seu diploma na mão! Só assim o sertão vai virar mar! Esses são os meus votos para os próximos 9 anos da Univasf!
Que a Univasf se pinte de negro e de todas as cores entre os alunos e professores. Que se pinte de operário e camponês, que a Univasf se pinte de povo, porque a Universidade não é patrimônio de ninguém. Pertence ao povo!(Che Guevara)
Fabiana Bezerra/Psicóloga pela Universidade Federal do Vale do São Francisco

Quem tem Lúpus pode tomar vacinas?


Algumas vacinas DEVEM ser usadas por quem tem Lúpus Eritematoso Sistêmico porque aumentam as defesas e dentre essas as mais importantes são as contra a PNEUMONIA PNEUMOCÓCICA e as contra o vírus da GRIPE além das indicadas no Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. Se a pessoa com Lúpus estiver usando imunossupressores, incluindo os corticóides, NÃO DEVE receber as vacinas com vírus vivos atenuados como as da FEBRE AMARELA, VARICELA, ROTAVÍRUS E SABIN.


Extraído da Cartilha da Sociendade Brasileira de Reumatologia 
http://www.reumatologia.com.br/PDFs/LES_Cartilha_PDF_COMPLETO_2011.pdf

22 julho, 2013

Brasil aprova nova droga biológica contra o lúpus


Por: DHIEGO MAIA
RICARDO MANINI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O primeiro medicamento desenvolvido em mais de 50 anos para tratar especificamente pessoas com lúpus chegou ao mercado brasileiro neste mês. A droga, batizada de Benlysta, é uma proteína que combate o processo responsável por levar o corpo do paciente a atacar as próprias células de defesa.
O tratamento é caro. Cada infusão da droga, administrada por injeção intravenosa, custa R$ 3.800 para alguém com até 60 kg. Só no primeiro ano do tratamento, é preciso desembolsar R$ 57 mil pelas 15 doses previstas, mas o custo pode ser maior, de acordo com o peso do paciente, segundo a fabricante GSK.
O tratamento existente hoje, à base do anti-inflamatório cortisona, não custa mais do que R$ 2.000 ao ano. A droga também é distribuída pela rede pública de saúde.
Estima-se que o Brasil tenha 200 mil pessoas com lúpus. Por ano, mais de mil casos são diagnosticados. Segundo o Ministério da Saúde, em 2012, a doença levou à internação 4.475 pessoas. As mulheres são as mais afetadas. Em cada grupo de dez doentes, nove são mulheres em idade reprodutiva.
Roberta Jaworski/Editoria de Arte/Folhapress(articleGraphicSpace).
O lúpus é uma doença autoimune. Morton Scheinberg, reumatologista que coordenou parte dos testes clínicos da nova droga no Hospital Abreu Sodré, explica que os linfócitos B, células de defesa, produzem anticorpos que atacam o organismo das pessoas que têm a doença.
O lúpus mais "leve" causa artrite, fadiga, perda de cabelo e problemas na pele. Em fase moderada, a doença leva a uma queda no número de plaquetas e glóbulos brancos no sangue. Casos graves acometem os rins e o sistema nervoso central, causando desde dores de cabeça até convulsões e paralisia.
O novo remédio, que também é um tipo de anticorpo, dificulta o amadurecimento dos linfócitos B para reduzir seu ataque aos tecidos saudáveis do organismo.
Segundo Roger Levy, professor da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e pesquisador que avaliou o Benlysta no Brasil, os efeitos adversos da cortisona aparecem com o tempo. "Anos de uso podem causar diabetes, hipertensão, aumento de peso, queda de cabelo e necrose nos ossos", afirma.
A nova droga, porém, não é isenta de efeitos colaterais, incluindo infecções graves, náuseas, diarreias e febre.
De acordo com o reumatologista Luiz Coelho Andrade, da Unifesp, o Benlysta não vai substituir o tratamento existente. "O uso deverá ser complementar ao tratamento convencional."
O médico nota avanços no tratamento da doença. "Há 40 anos, mais da metade das pessoas com lúpus morria. Hoje, quando o paciente descobre que tem a doença, dizemos que ele vai levar uma vida normal, apesar de eventuais complicações."
A FDA (agência reguladora de fármacos nos EUA) autorizou a venda do Benlysta após oito anos de pesquisa. Os estudos foram feitos em 31 países, incluindo o Brasil. A GSK diz que pretende comercializar o medicamento também na versão para injeção subcutânea em três anos.
Colaborou DÉBORA MISMETTI
DHIEGO MAIA e RICARDO MANINI participam do 1º Programa de Treinamento em Ciência e Saúde, que tem patrocínio institucional da Pfizer
Extraído de:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/07/1314518-brasil-aprova-nova-droga-biologica-contra-o-lupus.shtml