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23 janeiro, 2011

Cuide dos seus ossinhos !

A osteoporose é uma doença metabólica sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea que acarreta alterações da microarquitetura do tecido ósseo e, por conseguinte, torna-o mais suscetível às fraturas. . Quadro de relevante morbidade e mortalidade para mulheres com idade avançada, pode tornar-se realidade muito precocemente em pacientes com hipercortisolismo, como os pacientes com lúpus eritematoso sistêmico. A corticoterapia tem sido amplamente utilizada, em virtude de suas capacidades antiinflamatórias e imunossupressoras em várias doenças, como no lúpus eritematoso sistêmico (LES) A incidência de osteoporose nesses pacientes ainda é desconhecida, mas o amplo uso de corticoterapia nesta doença pode ser responsável pelo desenvolvimento da osteoporose, não só em pacientes com LES, mas também em outras afecções.Os esteróides reduzem a absorção de cálcio através do trato gastrointestinal 

A utilização de cálcio pode prevenir a osteoporose nesses pacientes.

Adaptado desta fonte
   Os esteróides reduzem a absorção de cálcio através dotrato 

Alterações da Personalidade no LES (Ayache, Costa)




O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença auto-imune de natureza crônica e multissistêmica, podendo afetar de forma importante o sistema nervoso central (SNC). Embora bastante freqüentes, as alterações de personalidade ainda não foram bem estudadas nessa população. Há controvérsia, ainda, sobre a etiologia das alterações de personalidade no  LES, questionando-se se estas ocorreriam pelo estresse psicológico imposto pela patologia, pela atividade da doença no SNC, ou, ainda, pelo uso de medicamentos, como os glicocorticóides.

O conhecimento das características de personalidade é fundamental para a compreensão da forma pela qual um indivíduo pode lidar com o estresse psicológico desencadeado pelas manifestações de uma doença e seu tratamento, ou outras situações estressantes que podem ocorrer em seu ciclo vital. Vários autores concluíram, por meio de seus estudos, que os fatores psicológicos (incluindo traços de personalidade) têm importância como codeterminantes, desencadeantes, exacerbadores ou patoplásticos da doença lúpica. Alguns verificaram ainda que alterações de personalidade podem ser decorrentes do estresse psicológico imposto pela patologia, da atividade da doença no SNC e/ou do uso de medicações como os imunossupressores e corticóides.  

Os estudos são inconclusivos quanto à presença de um padrão de personalidade nas pacientes lúpicas. Quanto às alterações de personalidade desencadeadas pela doença ou uso de medicação, os resultados dos trabalhos são ainda controversos: alguns autores encontraram esta correlação, outros não. A avaliação da personalidade da paciente lúpica é bastante complexa, em razão da variedade de fatores que podem lhe causar interferência.


18 janeiro, 2011

Seja feliz hj !


"A felicidade é um problema individual ...
Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz." 
(Sigmund Freud)

Nem sei se essa frase é dele msm ... mais seja lá como for é bem profunda...(mil metros de profundidade rsrsrsrs).
É bom começar a parar de projetar sua felicidade nos outros...pq como diria a canção"a gente espera do mundo e o mundo espera de nós"...ai se vc fica a vida toda moscando,esperando que alguem te faça feliz,o tempo passa e game over!  Claro que pra gente se sentir feliz  é necessário uma certa conspiração do universo,mas se vc não começar não vai rolar nada nunca forever! 
Então é isso...Como diria minha amiga Lane : VOU ALI SER FELIZZZZZZ !!!

17 janeiro, 2011

E hj é meu niver !

Yeah...Hj dia 17 de janeiro de 2011 essa que vos escreve completa 26 anos de existência nesse mundo maluco e delicioso....AdOrO....E hj não tenho nada pra pedir...só agradecer...Agradecer pela chance de ainda estar aqui...por cada amanhecer...por cada momento de alegria que os meus olhos ja presenciaram...por todas as lágrimas de tristeza que ja derramei e que  foram sucedidas por momentos de bonança...por todas as belas pessoas que ja cruzaram meu caminho...pelas pessoas baixo astral que eu soube identificar ,encaixotar e mandar pra PQP..pela família malucona que eu tenho e que eu amo msm assim...pelos lindos lugares que eu ja conheci...pelos livramentos que ja recebi ...Por essa experiência que é viver ha 16 anos com Lupus,por todas as lições que eu aprendi com isso...enfim...é isso.. ObRiGaDa DeUs!!!!!




16 janeiro, 2011

Perguntas e respostas sobre queda de cabelo e o lupus...

Tenho observado que nos ultimos dias meu cabelo tem caido acima do normal... fui no salão e a moça me falou que realmente eu tava com uma queda signiificativa ai resolvi pesquisar e quero compartilhar com vcs...

O Lúpus provoca queda de cabelos?
O Lúpus pode provocar queda de cabelo difuso e importante denotando inclusive atividade da doença. As lesões da doença podem causar alopecia cicatricial onde os cabelos não voltam mais.
As medicações usadas no tratamento do Lúpus provocam queda de cabelos?
Medicações como corticóides e imunossupressores podem causar queda de cabelo difuso e não cicatricial.(Acho que no meu caso pode ser pelo uso de imunossupressor pois atualmente estou em uso de Azatioprina ,ou pode ser reativação da doença-o que eu definitivamente  ,do fundo da minha alma ,espero que nao seja-)
Quando o Lúpus é controlado nascem novamente os cabelos perdidos?
Os cabelos voltam quando ocorre esta queda difusa, porém não na alopécia cicatricial.
O Lúpus provoca calvície?
Calvície é uma queda de cabelo específica, gerada pela genética de cada um e não tem relação com Lúpus. No entanto, se o indivíduo homem ou mulher tiver tendência para calvície pode evoluir mais rápido.
Quais os cuidados que o portador de Lúpus precisa ter em relação aos seus cabelos?
O modo de prevenir a queda de cabelo associado ao Lúpus é manter o controle da doença. Evitando atividade da mesma controla a queda de cabelo difusa e também as lesões cicatriciais. Não há tratamento específico para a queda de cabelo, mas sim repito o controle da doença
DRA DENISE STEINERDERMATOLOGISTA

27 novembro, 2010

Reações bem adversas...






REAÇÕES ADVERSAS DA PREDINISONA:

Alterações psiquiátricas: Euforia, depressão grave com manifestações psicóticas, alterações da personalidade, hiperirritabilidade, insônia, alterações do humor. FONTE AQUI

REAÇÕES ADVERSAS DO REUQUINOL:

Reações que necessitam de atenção médica somente se persistirem ou incomodarem: ...nervosismo. FONTE AQUI

Quem tem Lúpus e já tomou alguma dessas medicações talvez nunca tenha lido na bula que elas causam essas reações.Eu particularmente leio toda a bula,pq morro de medo dessas reações e tbm de misturar remédios proibidos,por isso  vejo sempre quais são as interações medicamentosas....Mas hj especialmente eu fiquei pensando nessas reações psicológicas que esses remédios podem trazer...Talvez muitas alterações  do seu comportamento  tenha haver com isso...Claro que  essas reações não são definidoras ...Muita gente pode tomar esses remédios e não ter nenhuma alteração comportamental,porque é necessário que haja não só o fator químico como o ambiental tbm influencia bastante,mas acho válido a gente ficar ligado no que pode ocorrer conosco durante o uso dessas medicações e procurar ajuda especializada quando necessário for .


Lupús e Depressão




O lúpus eritematoso sistêmico (LES) pode apresentar manifestações neuropsiquiátricas como psicose, convulsão, distúrbio de humor e cefaléia. Estudos epidemiológicos têm mostrado que cerca de 20%dos pacientes com doenças clínicas diversas apresentam sintomas depressivos e que mais de 5% apresentam diagnóstico de depressão maior severa. Apenas um terço desses casos é diagnosticado pelos médicos e destes, apenas 10 a 30% recebem tratamento adequado Sabe se que a associação entre depressão e doença crônica piora o prognóstico clínico e interfere na recuperação do paciente. O diagnóstico preciso é fundamental para oferecer cuidado oportuno e apropriado que poderá melhorar a qualidade de vida do paciente e contribuir para uma resposta mais positiva ao tratamento médico.

O conhecimento epidemiológico dos transtornos de humor complementa o acompanhamento clínico, fornecendo também informações sobre fatores de risco e prognóstico, além de tendências históricas. As políticas de saúde dependem dessas informações para elaboração de planos de intervenção na assistência médica e nos serviços de saúde .Tem sido demonstrado que a prevalência da depressão em pacientes hospitalizados por diversas causas é de 24,5%, mas sabe-se que algumas doenças são mais indutoras de depressão que outras devido a sua cronicidade e imprevisibilidade, que podem causar problemas adaptativos importantes associados ao estresse emocional. Manifestações neuropsiquiátricas são comuns entre os pacientes com LES e em 37% dos casos são secundárias à própria doença, podendo ocorrer lesões neurológicas muitas vezes difusas e multi-focais. Em 63% dos casos essas manifestações precederam o diagnóstico ou ocorrem no primeiro ano da doença, havendo evidências da sua associação com atividade da doença. Outro fator de risco para a depressão é o gênero, e sendo o LES uma doença predominantemente feminina, pode-se assumir que esta variável deva ter algum papel na prevalência dessa complicação nos pacientes com LES

Outro fator de risco para a depressão é a idade do começo que se situa entre 20 a 40 anos. Uma hipótese levantada é que esta faixa etária corresponde a investimentos sociais, econômicos e afetivos, quando, geralmente, a pessoa é mais produtiva. Assim, o quadro depressivo poderia estar relacionado com grande frustração ante as limitações impostas pela doença. Em conclusão, considerando-se a alta prevalência da depressão em LES detectada no presente estudo, e o fato de que a morbi-mortalidade associada à depressão pode ser prevenida em torno de 70% através do tratamento correto, sugere-se que uma maior atenção deva ser dada à depressão entre pacientes com LES, buscando-se estratégias de acompanhamento psicológico para os pacientes como, por exemplo, grupos terapêuticos, além de estimular maiores estudos e pesquisas no campo da Psicologia e Psicossomáticos.


Extraído de: Prevalência e classificação da depressão em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico atendidos em um serviço de referência da cidade de Salvador. Autores: Sílvia Fernanda Cal Ana Patrícia Borges Mittermayer B. Santiago diaponível em http://www.santacasaba.org.br/reumatologia/pdf/jornalN5.pdf#page=12