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24 janeiro, 2012

RESUMO DE UMA VIDA

Oi gente anda meio abandonado esse negócio aqui né?Eu andei sem tempo...andei com preguiça...andei viajando...mas enfim o importante É TER SAÚDE...e isso realmente eu tenho tido.Não posso me queixar.E por falar nisso eu fiz 27 aninhos dia 17/01/17.Vale lembrar que eu achei que não ia chegar nem nos 15por conta do lupinho como diz o povo.Mas chegamos e ATÉ AQUI NOS AJUDOU O BOM DEUS!
Nesses meses que eu sumi viajei pra lugares que eu achei que nunca iria nem pisar (como diz a canção do Apocalipse 16 ).Fui pra Itacaré,Amargosa,Santo Antônio de Jesus,Salvador,Ilhéus rapá viajei que só... coisa que eu gosto muito...estou entrando no 8° período de psicologia  GRAÇAS A DEUS ! Vou ter um sobrinho !Minha vó faleceu.minha mãe se formou aos 56 anos ! Tive várias experiências profissionais! Namorei ! Briguei ! Fiz amigos!Fui madrinha de um casamento pela primeira vez !Que mais....
É ISSO AI...E ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE...COM PASSOS DE FORMIGA E SEM VONTADE...
E TUDO CONTINUA COMO ANTES NA CASA DE ABRANTES!
E VIVA A NÓS !
UM BRINDE A NOS OUTROS !

07 novembro, 2011

Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto




RETIRADO DO SITE DO JORNALISTA LUIS NASSIF (www.advivo.com.br)
 
Por Nina Crintzs

Há seis anos atrás eu tive uma dor no olho. Só que a dor no olho era, na verdade, no nervo ótico, que faz parte do sistema nervoso. O meu nervo ótico estava inflamado, e era uma inflamação característica de um processo desmielinizante. Mais tarde eu descobri que a mielina é uma camada de gordura que envolve as células nervosas e que é responsável por passar os estímulos elétricos de uma célula para a outra. Eu descobri também que esta inflamação era causada pelo meu próprio sistema imunológico que, inexplicavelmente, passou a identificar a mielina como um corpo estranho e começou a atacá-la. Em poucas palavras: eu descobri, em detalhes, como se dá uma doença-auto imune no sistema nervoso central. Esta, específica, chama-se Esclerose Múltipla. É o que eu tenho. Há seis anos.
 
Os médicos sabem tudo sobre o coração e quase nada sobre o cérebro – na minha humilde opinião. Ninguém sabe dizer porque a Esclerose Múltipla se manifesta. Não é uma doença genética. Não tem a ver com estilo de vida, hábitos, vícios. Sabe-se, por mera observação estatística, que mulheres jovens e caucasianas estão mais propensas a desenvolver a doença. Eu tinha 26 anos. Right on target.
 
Mil médicos diferentes passaram pela minha vida desde então. Uma via crucis de perguntas sem respostas. O plano de saúde, caro, pago religiosamente desde sempre, não cobria os especialistas mais especialistas que os outros. Fui em todos – TODOS – os neurologistas famosos – sim, porque tem disso, médico famoso – e, um por um, eles viam meus exames, confirmavam o diagnóstico, discutiam os mesmos tratamentos e confirmavam que cura, não tem. Minha mãe é uma heroína – mãos dadas comigo o tempo todo, segurando para não chorar. Ela mesma mais destruída do que eu. E os médicos famosos viam os resultados das ressonâncias magnéticas feitas com prata contra seus quadros de luz – mas não olhavam para mim. Alguns dos exames são medievais: agulhas espetadas pelo corpo, eletrodos no córtex cerebral, “estímulos” elétricos para ver se a partes do corpo respondem. Partes do corpo. Pastas e mais pastas sobre mesas com tampos de vidro. Colunas, crânio, córneas. Nos meus olhos, mesmo, ninguém olhava.
 
O diagnóstico de uma doença grave e incurável é um abismo no qual você é empurrado sem aviso. E sem pára-quedas. E se você ta esperando um “mas” aqui, sinto lhe informar, não tem. Não no meu caso. Não teve revelação divina. Não teve fé súbita em alguma coisa maior. Não teve uma compreensão mais apurada das dores do mundo. O que dá, assim, de cara, é raiva. Porque a vida já caminha na beirada do insuportável sem essa foice tão perto do pescoço. Porque já é suficientemente difícil estar vivo sem esta sentença se morte lenta e degradante. Dá vontade de acreditar em Deus, sim, mas só se for para encher Ele de porrada.
 
O problema é que uma raiva desse tamanho cansa, e o tempo passa. A minha doença não me define, porque eu não deixo. Ela gostaria muitíssimo de fazê-lo, mas eu não deixo. Fiz um combinado comigo mesma: essa merda vai ter 30% da atenção que ela demanda. Não mais do que isso. E segue o baile. Mas segue diferente, confesso. Segue com menos energia e mais remédios. Segue com dias bons e dias ruins – e inescapáveis internações hospitalares.
 
A neurologista que me acompanha foi escolhida a dedo: ela tem exatamente a minha idade, olha nos meus olhos durante as minhas consultas, só ri das minhas piadas boas e já me respondeu “eu não sei” mais de uma vez. Eu acho genial um médico que diz “eu não sei, vou pesquisar”. Eu não troco a minha neurologista por figurão nenhum.
 
O meu tratamento custaria algo em torno de R$12.000,00 por mês. Isso mesmo: 12 mil reais. “Custaria” porque eu recebo os remédios pelo SUS. Sabe o SUS?! O Sistema Único de Saúde? Aquele lugar nefasto para onde as pessoas econômica e socialmente privilegiadas estão fazendo piada e mandando o ex-presidente Lula ir se tratar do recém descoberto câncer? Pois é, o Brasil é o único país do mundo que distribui gratuitamente o tratamento que eu faço para Esclerose Múltipla. Atenção: o ÚNICO. Se isso implica em uma carga tributária pesada, eu pago o imposto. Eu e as outras 30.000 pessoas que tem o mesmo problema que eu. É pouca gente? Não vale a pena? Todos os remédios para doenças incuráveis no Brasil são distribuídos pelo SUS. E não, corrupção não é exclusividade do Brasil.
 
O maior especialista em Esclerose Múltipla do Brasil atende no HC, que é do SUS, num ambulatório especial para a doença. De graça, ou melhor, pago pelos impostos que a gente reclama em pagar. Uma vez a cada seis meses, eu me consulto com ele. É no HC que eu pego minhas receitas – para o tratamento propriamente dito e para os remédios que uso para lidar com os efeitos colaterais desse tratamento, que também me são entregues pelo SUS. O que me custaria fácil uns outros R$2.000,00.
 
Eu acredito em poucas coisas nessa vida. Tenho certeza de que o mundo não é justo, mas é irônico. E também sei que só o humor salva. Mas a única pessoa que pode fazer piada com a minha desgraça sou eu – e faço com regularidade. Afinal, uma doença auto-imune é o cúmulo da auto-sabotagem.
 
Mas attention shoppers: fazer piada com a tragédia alheia não é humor, é mau gosto. É, talvez, falha de caráter. E falar do que não se conhece é coisa de gente burra. Se você nunca pisou no SUS – se a TV Globo é a referência mais próxima que você tem da saúde pública nacional, talvez esse não seja exatamente o melhor assunto para o seu, digamos, “humor”.
 
Quem me conhece sabe que eu não voto – não voto nem justifico. Pago lá minha multa de três reais e tals depois de cada eleição porque me nego a ser obrigada a votar. O sistema público de saúde está longe de ser o ideal. E eu adoraria não saber tanto dele quanto sei. O mundo, meus amigos, é mesmo uma merda. Mas nós estamos todos juntos nele, não tem jeito. E é bom lembrar: a ironia é uma certeza. Não comemora a desgraça do amiguinho, não.

29 agosto, 2011

Vacinação em Pacientes Imunossuprimidos e com Doenças Reumatológicas Auto-Imune


A vacinação é uma das formas de prevenção para doenças infecciosas.
Pacientes com doenças reumatológicas apresentam uma maior
prevalência de doenças infecciosas quando comparados com a
população em geral, seja devido à deficiência imune da doença
de base ou pelo uso de terapia imunossupressora. Portanto, a
vacinação é uma medida eficaz para a redução da morbidade e
mortalidade nesses pacientes.. De um modo geral, as
vacinas de bactérias e vírus mortos são seguras em pacientes com
doenças reumatológicas, mesmo em uso de terapias imunossupressoras.
A vacinação é eficaz para a grande maioria dos pacientes,
sendo que uma pequena parcela destes não apresentam resposta
imunológica satisfatória pós-imunização. Vacinas com bactérias ou
vírus vivos atenuados são, em geral, contra-indicadas em pacientes
imunossuprimidos

Autores:
Karine Rodrigues da Luz , Deborah Colucci Cavalcante de Souza, Rozana Mesquita Ciconelli
http://www.scielo.br/pdf/rbr/v47n2/05.pdf

Faz mal misturar remédios com álcool?


  • Esta é a pergunta que não quer calar..minha mãe se retou um dia desses pq eu perguntei ao meu reumatologista se eu podia beber...Eu perguntei msm!Pq perguntar não ofende..e ja que no momento atual do meu tratamento eu tô tomando alguns muitos remédinhos eu tava louca pra saber..Achei esse texto da SuperInteressante bem legal..e é mais ou menos isso que meu médico explicou-me...espero que gostem e tomem cuidando antes de tomar seu porrezinho...
  • Texto Nina Weingrill

O assunto é polêmico até entre os médicos. Isso porque as conseqüências dessas interações dependem de vários fatores, como a composição do medicamento, o organismo de cada pessoa e o número de copos que ela está acostumada a entornar. “A definição de consumo moderado de álcool é complicada – e, muitas vezes, o paciente estabelece um padrão acima daquele que seria razoável para ele”, afirma o farmacólogo João Ernesto Carvalho, da Unicamp. Assim, a maioria dos médicos aconselha a evitar totalmente o ál­cool. Na dúvida, é melhor obedecer.
Quando uma pessoa bebe, ela metaboliza o etanol usando enzimas que o fígado produz. Só que essas enzimas também servem para metabolizar algumas drogas. Se entrar um remédio no meio da história, o organismo vai ser sobrecarregado e pode não dar conta do serviço. Assim, o efeito da droga é reduzido ou até anulado. Para piorar, isso também maltrata em dobro o pobre do fígado.
Muitos medicamentos também são eliminados pela urina. O álcool e o excesso de líquidos – dois elementos-chave de uma cervejada, por exemplo – têm efeito diurético e, portanto, podem acelerar a excreção dessas substâncias.
O risco maior é quando goró e remédio interagem no paciente-bebum. O grande perigo mora naquelas drogas usadas para tratar problemas neurológicos e psiquiátricos. O álcool potencializa o efeito delas, em vez de anulá-lo.
Antibióticos: Usados para tratar doenças infecciosas.
Mistura: O álcool diminui a atividade do remédio e pode piorar a doença infecciosa. Em alguns casos, a bactéria se torna resistente ao antibiótico. Além disso, a mistura pode causar náusea, vômito, dor de cabeça e, em casos graves, convulsão.
Antidepressivos: Usados no tratamento de depressão.
Mistura: Com o álcool, o efeito do sedativo é maior, deixando a pessoa inabilitada para conduzir um veículo, por exemplo. Em alguns casos, a mistura pode aumentar a pressão sanguínea.
Insulina: Ajuda a diminuir o nível de açúcar em pacientes com diabetes.
Mistura: Produz hipoglicemia, podendo cortar por completo o efeito da insulina e causar náusea e dores de cabeça.
Tylenol (paracetamol): Analgésico, usado para aliviar dores, principalmente dor de cabeça.
Mistura: Pode, nos casos mais graves, danificar o fígado (tanto a droga quanto o álcool são metabolizados lá). A mistura com a Aspirina (ácido acetilsalicílico), outro analgésico bastante popular, pode causar gastrites e, em casos extremos, hemorragia estomacal.

12 julho, 2011

DOAÇÃO DE SANGUE E LUPUS




Olá gente...nunca mais postei nada pq minha vida ta num rítimo frenético louco..e eu to amando por sinal...hj primeiro dia das minhas curtas férias fui ao hemocentro da minha cidade pra saber se eu poderia fazer doação.Informei que ja tinha sido transfundida e que tinha Lupus,a bioqímica não soube informar e consultou o médico que consultou o livro (dei muita risada interna rsrsrs...adoro qnd os semi-deuses se dão conta de que não sabem de tudo).Qual não foi a suprise qnd ele me informou que eu não poderia doar tendo em vista que meus anticorpos malucos,aqueles que lutam contra meu próprio organismoe que são os causadores do LUPUS ,são consevados no meu sangue o que poderia prejudicar o receptor do sangue doado,que em geral são pessoas que já estão com o sistema imunológico baixo...sendo assim meus auto anticorpos (os anticorpos malucos) prejudicariam essas pessoas que recebessem meu sangue.Vele salientar que LUPUS NÃO É TRANSMITIDO..NEM VIA SANGUEM..NEM VIA NADA...o caso, pelo queo médico me disse é só esse lance dos anticorpos.Eu que não me conformo com uma opinião só fui atras de outras cositas mais... ai está:
Pacientes com diagnóstico de LES e de quaisquer outras doenças crônicas não podem doar sangue e órgãos. O racional é que esses órgãos serão necessários e que podem ter algum tipo de lesão que não seja detectado pelos métodos habituais. Por outro lado pacientes com LES podem receber transplantes e os medicamentos utilizados anti-rejeição são IS (imunossupressores)que também são utilizados para tratar de LES, e o risco de rejeição não é maior.


DR. JOSÉ CARLOS MANSUR SZAJUBOK
REUMATOLOGISTA
SOCIEDADE PAULISTA DE REUMATOLOGIA
FACULDADE DE MEDICINA ABC

Extraído de http://www.superandolupus.com.br/?page_id=55
P.S:Ainda não estou convencida....vou procurar mais informações a respeito.

28 maio, 2011

Adolescentes com Lúpus Eritematoso Sistêmico

Quando eu  tive a primeira manifestação do Lupus na minha vida,eu estava a menos de um mês de completar 15 anos.Toda o mundo todo numa ebolição só.... e eu preocupada se ia morrer antes de completar 15.
Foi uma barra...Muita tensão pra uma cabecinha tão jovem. Eu pensava cá com meus botões...:Puts tem tanta gente no mundo,pq logo eu fui a" premiada" pra ter Lupus?E fiquei muito brava durante um tempo com isso...mas depois como todo bom ser humano fui me "adaptando" e descobrindo que não era tão trágico assim...
Achei bem legal esse artigo que fala sobre a barra que é o Lupus nessa fase da vida....Espero que gostem! 


Conforme os dados da literatura , o aparecimento do LES na adolescência causa uma série de dificuldades que influenciam o desenvolvimento cognitivo e emocional do jovem. A escolaridade costuma ser muito prejudicada, tanto pela necessidade de afastamentos em conseqüência do tratamento, como pela própria evolução da doença que interfere no desempenho em geral. A falta à escola diminui a motivação, a possibilidade de interação entre as pacientes e os colegas, dificulta a aprendizagem e compromete o desenvolvimento cognitivo. As limitações que são impostas, seja pelos cuidados para que a doença não entre em atividade, seja pela própria atividade que leva a internações e, muitas vezes, a seqüelas, acabam por restringir a interação social e, com isso, a possibilidade de troca e estimulação que o ambiente pode oferecer.O atendimento psicológico em grupo ao adolescente com lúpus pode favorecer não só a reflexão frente às dificuldades vividas, mas também oferecer uma possibilidade de contato com o outro e com o meio externo. O atendimento psicológico voltado às necessidades desse jovem pode facilitar a constituição de novos recursos emocionais como a auto-aceitação e ampliar a capacidade de adaptação frente às questões limitantes relacionadas com a doença, aspectos importantes no estabelecimento de sua identidade. Um espaço referencial de convivência pode colaborar com a aderência ao tratamento, fator decisivo para que os efeitos da doença sejam menos debilitantes, levando a uma melhora na qualidade de vida do paciente.


Extraído de:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-37722004000200007&script=sci_arttext

Atualizações no tratamento do lúpus cutâneo

Eu na verdade não sou fã dele...acho que a pele fica com cheiro de praia...gosmenta...mas ele é extremamente importante para todo mundo,especialmente pra vc que tem Lupus...Estou falando do nosso companheiro de todas as horas ,o PROTETOR SOLAR. Descubra o mais adequado para sua pele e para o seu bolso,e use sempre.... e use muito....incluindo ai nos dias nublados e quando você ficar exposto a lâmpadas fluorescentes!


Hábitos de vida têm forte correlação com o surgimento e o agravamento das lesões cutâneas do lúpus(10).
A exposição solar é um dos fatores externos envolvidos na patogênese da doença, se não o principal. Vários estudos, ao longo dos anos, têm discutido o papel da radiação ultravioleta nos eventos imunológicos envolvidos na patogênese(elaciona-se com as defesas do nosso organismo)
 do lúpus eritematoso sistêmico. 
Os pacientes devem ser orientados quanto aos riscos da exposição ao sol e da necessidade de uso de guarda-sol, sombrinhas, bonés etc., além de protetor solar.
Os protetores solares têm papel fundamental no arsenal terapêutico do lúpus cutâneo. São agentes químicos que absorvem a luz ultravioleta (UV), podendo bloquear as radiações UVA, UVB ou ambas. Diferentes veículos podem ser utilizados, como creme, óleo, gel, álcool ou loção. Embora se possa atingir maior proteção solar com os maiores níveis de fator protetor (variam de 2 a 50), a diferença entre o bloqueio solar do fator 15 (93% de proteção) e do fator 50 é de apenas 5% (98% de proteção).

Outro hábito de vida que tem sido relacionado ao lúpus é o de fumar. O tabagismo tem sido implicado na patogênese do lúpus eritematoso sistêmico, na formação de auto-anticorpos e em maior gravidade das lesões. Estudos relatam menor eficácia da cloroquina em indivíduos fumantes por causa do efeito do tabaco no citocromo P450, cujo sistema enzimático é responsável pelo metabolismo da cloroquina.
Estudos controlados não demonstraram que hábitos alimentares estariam diretamente relacionados à atividade do lúpus eritematoso. No entanto, as complicações da doença exigem alimentação mais saudável, com restrições dietéticas.
Extraído de: