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09 abril, 2011

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Gestação na doença falciforme ...


Na doença falciforme, a gestação é uma situação de risco materno-fetal elevado, necessitando abordagem multidisciplinar, com o objetivo de reduzir as conseqüências danosas da anemia hemolítica crônica e da vaso-oclusão, típicas da doença.A gestação na doença falciforme representa uma situação de risco materno-fetal, independente do genótipo (SS, SC ou S-ß-Talassemia). A gestação pode agravar a doença, com piora da anemia e aumento da frequência e gravidade das crises dolorosas e das infecções. Por outro lado, a doença falciforme pode influenciar desfavoravelmente a evolução da gestação. Serjeant, em um estudo de gestantes jamaicanas com anemia falciforme, revelou que apenas 57% das gestações evoluíram bem, com recém-nascidos vivos, comparados com 89% nos controles, sendo o abortamento espontâneo a maior causa de perda fetal no grupo estudado.As gestantes com anemia falciforme estão sob maior risco de desenvolver parto prematuro, sendo que 30% a 50% evoluem para o parto antes de completar 36 semanas de gestação. A idade gestacional média na ocasião do parto é de 34 semanas nesses indivíduos. A causa mais comum de morbidade na gestação da doença falciforme são as crises dolorosas, além de outras complicações como infecções pré e pós-parto (especialmente a pielonefrite e as pneumonias), piora da anemia, restrição do crescimento fetal, parto prematuro, natimortalidade, abortamentos espontâneos, agravamento das lesões ósseas e da retinopatia, baixo peso ao nascimento e pré-eclâmpsia. As complicações ocorrem com maior freqüência no terceiro trimestre da gestação, tanto nas pacientes SS quanto nas SC. Sempre que possível, os fatores precipitantes mais freqüentes das crises álgicas devem ser afastados, como desidratação, exposição ao frio, exercícios físicos extenuantes e stress.A redução na morbidade e mortalidade feto-maternas em gestantes com doença falciforme tem sido relatada por diversos autores, sendo atribuída a melhorias no cuidado geral dispensado a essas pacientes.O acompanhamento dessas doentes por equipes multidisciplinares e a adoção de medidas como a pesquisa sistemática de hemoglobinas anormais entre as gestantes em locais com incidência elevada do gene da hemoglobina S, o cuidado pré-natal criterioso, a realização regular de exames ultra-sonográficos para acompanhar o desenvolvimento fetal, a instituição de medidas educativas para as pacientes, incluindo orientação nutricional, com o objetivo de estimular o auto-cuidado, o uso regular de ácido fólico, a capacitação das equipes de saúde visando disseminar o conhecimento sobre a doença e seu manejo correto, além do acesso das pacientes ao aconselhamento genético, podem contribuir para a redução da morbidade e mortalidade materno-fetais em gestantes com a doença falciforme.


Extraído da 

Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia-Gravidez e contracepção na doença falciforme

(http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842007000300023)

30 março, 2011

Cuidando dos seua olhinhos....






Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu corpo estará cheio de luz...
Vou começar esse post com esse vérsiculo massa que tem na Biblía e que eu acho muito apropriado para o tema em questão.Fui ontem ao oftalmologista fazer minha visita semestral para verificar o fundo do meu olho...Pq o meu reumatologista diz que, a gente tem que fazer sempre esse acompanhamento pq a Cloroquina (o antimalárico que eu tomo  no meu tratamento para o Lupus) pode causar uma impregnação na retina com o passar do tempo.
Andei pesquisando na bula e descobri que :"Exame oftalmológico, incluindo acuidade visual, oftalmoscopia, e verificação do campo visual: recomendada antes e pelo menos a cada 3 a 6 meses durante terapia diária prolongada, uma vez que foi relatado dano irreversível da retina com o tratamento a longo-prazo ou com altas doses; danos oculares sérios podem estar correlacionados com a dose cumulativa total de mais de 100 gramas de cloroquina (base); entretanto, uma dose diária maior que 310 mg (base), ou 5 mg (base) por kg de peso, diariamente, de hidroxicloroquina pode ser mais um determinante importante. O risco de retinopatia com o uso de 4-aminoquinolinas parece estar relacionado à dose e pode aumentar caso a posologia recomendada seja excedida. Qualquer anormalidade visual ou na retina que não é totalmente explicável pela dificuldade de acomodação ou opacidade da córnea deve ser monitorada seguida de interrupção do tratamento, uma vez que as alterações da retina e distúrbios visuais podem progredir mesmo após cessar a terapia. Os pacientes deverão ser alertados quanto a dirigir máquinas, pois a hidroxicloroquina pode alterar a acomodação e provocar visão turva."
Porém o oftamo que me examinou me informou que é rarissimo a ocorrência dessa impregnação na retina...MAS...PORÉM...CONTUDO...TODAVIA ...Não custa nada...ou quase nada PREVENIR! Afinal "Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu corpo estará cheio de luz..."
P.S:Só pra constar...meus olhos estão ótimos segundo o médico...Graças a boa mão de Deus!
BjU pRa vCs!

24 março, 2011

Respeitando-se...

E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar.
Clarice Lispector
Vi essa frase por influência de uma amiga minha que ama Lispector.E fiquei pensando em como é importante nos respeitar-mos...nos aceitar-mos...sempre..assim como somos...ridículas as vezes...espertas as vezes..lindas e gostosas as vezes...feíssimas as vezes...fazendo umas idiotisses as vezes...em outras dando aula de sabedoria...mas é assim que nós somos...É O QUE TEM PRA HJ...SOMOS QUEM PODEMOS SER...e fim the end. Fica a dica : ACEITE-SE...DESEJE-SE...RESPEITE-SE e SeJaFeLiZ!

19 fevereiro, 2011

Bebê cansado para mamar: atenção com doenças cardíacas



Renata Chabetai




Seu filho larga várias vezes o peito ou a mamadeira, respira com dificuldade, parece cansado? Fique atenta e converse com o pediatra, pois esse pode ser um indício de problema cardíaco provocado por defeitos no coração, que surgiram enquanto ele ainda estava se desenvolvendo na sua barriga. As chamadas cardiopatias congênitas atingem oito bebês em cada mil e a maioria delas não representa ameaça. No entanto, em 20% a 30% dos casos, a criança precisa de cirurgias para sobreviver, sendo a primeira, às vezes, logo após o nascimento.

As malformações cardíacas são mais comuns em gestações tardias, mães ou pais com doenças do coração, na presença de diabete, lúpus, infecções virais, como rubéola, e uso crônico de certos medicamentos. Costumam ser detectadas ainda na gravidez, no ultra-som, quando os médicos percebem se a forma e os sons cardíacos do feto estão normais. “Qualquer suspeita nessa hora deve ser investigada com um eco cardiograma fetal”, orienta a cardiologista pediá­trica Cé­lia Maria Camelo Silva, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ela, quanto mais precoce o diagnóstico, melhor. “Pode-se estabelecer com antecedência a conduta a ser tomada depois de o bebê nascer, ou, em certocasos, medicar a criança ainda no útero pelo cordão umbilical.” 
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI17116-15327,00.html

17 fevereiro, 2011

Transplante de Medula Óssea


A Unidade do TMO (Transplante de Medula Óssea) é especializada na prática da terapia celular, para o tratamento de leucemia, lúpus e esclerose múltipla. Tem pioneirismo mundial, no tratamento da diabete tipo 1, com o uso das células-tronco e é pioneira também, no transplante autólogo de células-tronco, para o tratamento da esclerose lateral amiotrófica -no transplante autólogo, o material é retirado da própria pessoa, o que elimina o risco de rejeição. Na Unidade, são assistidos pacientes com leucemias agudas e crônicas, aplasia de medula óssea e doenças auto-imunes como lúpus eritematoso sistêmico e diabetes mellitus tipo 1.



Os pacientes pós-transplantados moradores em outras cidades, também têm o apoio do GATMO (Grupo de Apoio ao Transplantado de Medula Óssea), que providencia alojamento para o paciente e acompanhante, no período ambulatorial pós-cirúrgico.

A formação do GATMO, foi uma iniciativa de voluntários, assistentes sociais do HCFMRPUSP e docentes da FMRP ligados ao funcionamento do TMO (Transplante de Medula Óssea). O local de estadia oferecido pelo Grupo, fica próximo ao Hospital, em residência instalada no Campus da USP.



O Instituto de Reabilitação Lucy Montoro tem uma sala de leitura equipada com cerca de 500 títulos de bibliografia direcionada para a primeira infância. O projeto implantado com a assessoria do Instituto Brasil Leitor e patrocínio da Usina Colorado, é pioneiro na proposta que vincula a tarefa de despertar o prazer da leitura à prática da assistência, ensino e pesquisa dos profissionais envolvidos nos procedimentos clínicos da reabilitação.

Os pacientes portadores de doenças auto imunes, como artrite reumatóide, esclerose múltipla, lupus eritematoso sistêmico, doença de crohn, etc., não responsivas aos tratamentos imunossupressores convencionais, podem ser candidatos ao transplante autólogo como parte do protocolo de estudo. Resultados favoráveis foram descritos, e a eficácia terapêutica parece resultar não só da imunossupressão em alta dose, mas também da reformulação do controle imunológico anormal subjacente. Atualmente, estão sendo planejados trabalhos prospectivos randomizados para comparar com os tratamentos convencionais




Fonte : http://www.gatmo.org.br/fontes_celulas.php
http://www.hcrp.fmrp.usp.br/sitehc/informacao-galeria.aspx?id=55&ref=2&refV=15

30 janeiro, 2011

Mulheres com mais escolaridade lidam melhor com doenças



Escolaridade tem efeito positivo sobre bem-estar psicológico
Escolaridade tem efeito positivo sobre bem-estar psicológico
As mulheres com maior nível de educação lidam melhor com a doença do que as que são menos escolarizadas, segundo indica um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Desenvolvido no âmbito da tese de doutoramento da investigadora Margarida Figueiredo Braga, do Serviço de Psicologia Médica da FMUP, este trabalho permitiu avaliar uma amostra de 31 mulheres saudáveis, outras 31 com depressão e 38 com lúpus, com idades compreendidas entre os 20 e os 70 anos.

O lúpus é uma doença crónica do sistema imunitário que afecta mais o sexo feminino e que está associada ao aparecimento de patologias psiquiátricas. Por isso, foi usado como modelo de investigação pela autora.

Os resultados demonstraram que a escolaridade tem um efeito claramente positivo sobre o bem-estar psicológico das doentes, reduzindo o sofrimento psicológico. As pacientes deprimidas tinham significativamente menos anos de escolaridade e, sobretudo nos casos de depressão severa, o reduzido número de anos de escola estava associado a um quadro clínico mais grave. Nas doentes com lúpus a educação relacionou-se com a frequência de emoções positivas ligadas a uma vida activa, satisfação social e ocorrência de acontecimentos agradáveis.

Essa relação não foi encontrada em pessoas saudáveis, o que sugere que o valor da educação pode permanecer “escondido” nas mulheres que não estão sujeitas a stress físico, mental ou ambiental. “Perante uma doença, as mais escolarizadas, com maior capacidade de procurarem soluções e avaliarem os problemas de forma racional, têm mais hipóteses de se sentirem melhor”, explicou a investigadora da FMUP.

De acordo com Margarida Figueiredo Braga, “a importância da educação na expressão da depressão não deve ser subestimada num tempo em que se pensa que esta patologia atingirá uma em cada cinco mulheres ao longo da vida”.

23 janeiro, 2011

Cuide dos seus ossinhos !

A osteoporose é uma doença metabólica sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea que acarreta alterações da microarquitetura do tecido ósseo e, por conseguinte, torna-o mais suscetível às fraturas. . Quadro de relevante morbidade e mortalidade para mulheres com idade avançada, pode tornar-se realidade muito precocemente em pacientes com hipercortisolismo, como os pacientes com lúpus eritematoso sistêmico. A corticoterapia tem sido amplamente utilizada, em virtude de suas capacidades antiinflamatórias e imunossupressoras em várias doenças, como no lúpus eritematoso sistêmico (LES) A incidência de osteoporose nesses pacientes ainda é desconhecida, mas o amplo uso de corticoterapia nesta doença pode ser responsável pelo desenvolvimento da osteoporose, não só em pacientes com LES, mas também em outras afecções.Os esteróides reduzem a absorção de cálcio através do trato gastrointestinal 

A utilização de cálcio pode prevenir a osteoporose nesses pacientes.

Adaptado desta fonte
   Os esteróides reduzem a absorção de cálcio através dotrato